domingo, 22 de novembro de 2009

Correções (uma lição de ortodontia)

Acredito que muitas pessoas que leem meus artigos usam ou já usaram (ou pelo menos têm um amigo que usa) esse tratamento odontológico, muito mais acessível do que há alguns anos. Pra quem não sabe, eu mesma uso! E, convenhamos, é um método um tanto cruel, porém com resultados surpreendentes para a vida toda: um sorriso lindo. Tudo começa quando você para um dia, se olha no espelho e vê que é possível ter um sorriso bonito, pois você não o tem. Boa parte dos seus colegas usam aparelho, e já aconselharam você, apresentando os melhores planos compatíveis com sua renda. Então você se pergunta “por que não?”. Lá no consultório, você até fica um tanto receoso. “Será que vale a pena?”, “não vai doer demais e o resultado ser tão supérfluo?”... Mas agora você já se decidiu e está lá, na cadeira do dentista, já tendo feito todos os exames para ele apresentar a melhor proposta para o seu problema (mordida cruzada, espaço entre os dentes, um monte de termos técnicos que você nunca ouviu falar, e assim vai).

– O aparelho –
O temível, o abençoado?
É, a primeira impressão não é das melhores. Um monte de ferro retorcido em cima de dentes disformes, sem falar o quanto foi incômodo ter ficado de boca aberta por 1h (em alguns casos), sem saber direito o que está acontecend
o. Naquela semana inicial você tem alguns tipos de sensações (paradoxais, talvez): uma é tomar o conhecimento de que seus dentes não são seu orgulho como você pensava, outra é um pouco de felicidade por ter conserto. Tem ainda aqueles que sentem raiva pois dói, e só podem tomar sopa e coisas líquidas enquanto está recente; outros, mais fracos, choram porque não é tão fácil quanto pensaram. Passadas aquelas dores iniciais, vêm outras! Primeiro era a dor geral na arcada, a dor de colocar uma agressão, um ‘corpo’ estranho na sua boca. Agora, são dores específicas. Ou é lá no fundo, ou é cá na frente. Ah, não são só os dentes que sofrem... Ora a língua prende num braquete, ora os mesmos rasgam a gengiva. Têm processos que fazem toda a sua boca inchar, e seus lábios racharem. Às vezes as pessoas precisam de alguns complementos. Aqueles atilhos (elásticos, borrachinhas), o aparelho externo (carinhosamente chamado de freio de burro), o expansores (se você não tiver espaço entre os dentes), entre tantos outros. Dependendo da gravidade do seu problema, o tempo tomado para a sua correção é maior. Também depende da resistência dos seus dentes; Se você tiver espaço na arcada, é mais fácil o agir do método, caso contrário, você precisa até arrancar alguns dentes. Além disso, tem a sua responsabilidade ao lidar com o aparelho, porque se você for quebrando alguns componentes, retarda um processo todo.

Quantas minúcias, não é? Você pode ate não perceber, mas seus dentes vão sendo modelados aos pouquinhos. Aqueles incisivos se juntando um pouquinho, aquele canino virando... Tudo isso numa progressão aritmética, a passo de bebê.
O tempo passa e você começa a se acostumar com o aparelho. Continua doendo, você ainda sabe da existência dele, mas você começa a compreender o quanto é necessário. Começa a aprender a viver com essa “novidade”, a se cuidar para cuidar do seu sorriso. Você torce para que acabe de uma vez, passa a medir os avanços, aprende mesmo a lidar com essa nova vida. É o que você escolheu, sabia do preço e tinha uma vaga noção da dor, mas agora você vive isso.

Quando a etapa do aparelho fixo termina, é a vez do aparelho móvel, o método de contenção. Não se pode sair completamente de um tratamento sem passar por esse estágio. É como uma criança, que passa do estágio imóvel ao começar a andar pelo engatinhar, o meio termo. Ele é importante porque, sem ele, seus dentes voltariam ao normal, aquele lá de antes dos anos de aparelho. Que horror seria! Desperdiçar tudo que lhe custou para voltar. Era melhor nem ter feito, desse jeito.
Acreditem, já conheci pessoas que cansaram do aparelho no meio do tratamento. Os dentes ficaram um tanto ajeitados, mas sabe? Não estão perfeitos. Ainda estão tortos. Boa parte delas vê os amigos, que colocaram na mesma época, já tirando os seus, com os dentes lindos! E pensam “por que eu não continuei?”. Olha, não é fácil ficar com aparelho por anos a fio, mas ainda pior é passar pelo processo todo de novo. Há também os que saem com um sorriso parelho, mas manchado. Não fizeram a limpeza como deveriam, e assim vão ter de fazer um novo tratamento, um clareamento talvez. Enfim, após essa longa espera um dia você sorri na frente do espelho, sem nenhum metal atrapalhando. Enquanto você usava, até dava pra ver que seus dentes melhoraram muito, todavia agora eles são perfeitos.

Existe, porém, uma coisa que é mais, muito mais, perturbadora due não ter um sorriso bonito: um caráter feio. Esse aí não tem como ficar de boca fechada, não tem como esconder. E pior ainda, ninguém nasce essencialmente perfeito. As pessoas podem fazer boas ações, mas não somos benignos no interior; todos nós nascemos em pecado, somos pecadores da pior espécie. Não é como facilmente consertável como um sorriso, pois alguns nem precisam de aparelho. O caso é que todos precisamos de algo que mude o nosso interior podre, sujo e torto. Nossas melhores obras são como trapos de imundícia diante de Deus

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3.23
Será que você sabe que seu caráter não é a coisa maravilhosa que você pensa? Antes de termos um parâmetro para nos compararmos, nós agimos a bel-prazer, porque nos nivelamos por baixo. Não mato, não roubo, não faço mal (com frequência). ‘O que é cômodo para mim, é válido, porque o que importa é como eu me sinto’. Há um princípio constitucional que diz que nossa liberdade vai até onde começa a do outro, portanto já começamos com o pé errado legalmente falando – pensando da maneira libertina. São como dentes tortos, que não têm/conhecem algo que os faça retos, pois não têm limites. Então conhecemos Jesus. O Cordeiro que tira os pecados do mundo e oferece o outro lado da moeda. Uma alternativa às escolhas que antes eram um peso obrigatório, agora são lixo, perda total. Toda mentira, lascívia, imundície, toda perversidade do mundo é explicada à luz da Palavra! Glórias a Deus.
A conversão já não é um processo simples, nem fácil, nem suave. Não é uma única sessão. é um caminho estreito que não começa ou termina com uma simples oração. É um começo e um meio até a morte. Mas salvação é pela graça de Deus. Eis nosso parâmetro.

Infelizmente
, nos contentamos em nos comparar com nossos companheiros de culto. Estamos bem. Lutando, mas não pecando tanto quanto os outros. Dando graças a Deus porque não somos como fulana que usa aquela calça colada, ou como fulano que tem uma namorada não cristã. Se esse for o nosso nível, estamos nos comparando com pouco. Muitíssimo pouco. Mornos! Nunca se nivele por baixo, a menos que você queira dizer que a porta e o caminho para o céu são largos, e não estreitos como é expressamente dito na Bíblia. E passo a passo, primeiro enxergamos a nossa corrupção, depois de onde vem o socorro, e então seguimos o caminho.

Di
ria que “acho”, mas tenho certeza: dói muito, na vida cristã, quando Deus intervém para moldar nosso caráter. Doeria menos se nos deixássemos moldar, mas somos essencialmente rebeldes, e tortos, e maus. Por isso Jesus teve de ser o sacrifício, e nós devemos tudo a Ele. Tudo. Assim, Deus na sua imensa misericórdia vem até nós e nos faz filhos, e como um bom Pai, nos corrige.
“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”; Filipenses 1.6
Jesus disse que no mundo passaríamos por aflições (João 16.33b) e para tomarmos nossa cruz e O seguirmos (Lucas 9.23). Jesus deixa sempre bem claro ao longo de Seu curto ministério que Cristianismo não é moleza, aquela vida mansa que estamos acostumados a viver e facilmente nos deixamos acomodar. Quando penso em cruz, me vem à mente um peso terrível de sofrimento inimaginável, muito além do que eu mesma vivo no meu cotidiano. Contudo, também disse que, apesar das aflições é para nos alegrarmos porque Ele venceu o mundo (João 16.33c). E também disse que nos daria paz (João 14.27a), aquela que excede todo entendimento e vai além da nossa compreensão terrena. Têm horas que não sabemos como, em meio à tristeza, algo nos lembra de nossas bênçãos e da misericórdia de Deus dia após dia para conosco. Ele também prometeu nos aliviar (Mateus 11.28)! Aí entra o mistério divino, duplamente divino, em que Deus não dá nada pela metade, uma vez que ele aponta o caminho e também como percorrê-lo. Ele é o Deus que começa e termina. As dores do aparelho (seja ele na carne ou no espírito) não se comparam a graça de sofrer pelo Evangelho, tendo em vista um prêmio inimaginável nos céus: vida eterna, o maior tesouro. E nós aqui reclamando de uns poucos anos no mundo, sem espalharmos essa Verdade, sem agarrarmos a promessa e o preço que vem com tudo isso. Preço minúsculo se comparado ao que Cristo pagou em nosso lugar. Vergonha de mim!
"Se eu fosse recomendar uma religião para lhe fazer sentir confortável certamente não lhe recomendaria o Cristianismo." – C. S. Lewis

Não é fácil, ao errar repetidamente, entender porque Deus nos ama. Mas a verdadeira graça se manifesta nesse amor, ao vermos nosso caráter corrompido aos poucos sendo transformado. E com a ação do Espírito, gradualmente nos desenvolvemos. Não que seja algo notabilíssimo sempre, mas, parafraseando Lewis novamente, nem sempre a primeira virtude é parar de pecar, mas ter forças para continuar. Garanto que não será nada engraçado chegar diante do trono de Deus e dizer "pois é Senhor, estava muito difícil mas sei que Tu compreendes porque eu desisti". Ele foi claro, e você sabe a resposta de Deus para muitos daqueles que dirão "Senhor, Senhor!": "Nunca vos conheci". Não há segunda chance.

E, embora já se tenha esgotado minha paciência desses três anos de ortodontia, não me dou por vencida, uma vez que não faz sentido desistir depois de tudo isso. E ,quanto à obra de Deus em mim, minha oração é que Ele continue, mesmo que doa, canse, aperte e mexa com a minha estrutura, que eu grite e cogite lançar mão de tudo; e embora eu resista, chore, brigue e murmure, que um dia possa chegar a, ao menos de relance, à semelhança de Cristo. Que seja nossa oração.

“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis”. I Pedro 4.13

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cordões, Controle e Confiança.

Uma das coisas mais impressionantes que nossas mães nos fazem, pelo menos a nós quando (e se) garotinhas, são tranças. É absurdamente simples para quem sabe, mas incrivelmente mágico pra quem vê pela primeira vez. Você vê o seu emaranhado de fios cabelos, outrora soltos, escorridos ou molinhas sobre os ombros, agora unidos de uma forma inseparável. É de outro nível as tranças que nossas mães fazem a nós ainda meninas... Você pode tentar imitar, contudo, sem a ajuda da mamãe, não passam de nós ou um enrolado de duas partes.

Lembro-me dessa infância, de aprender penteados e amarrar os tênis. É patético uma criança querer amarrar o próprio cabelo, pois não possui coordenação motora para isso, de certa maneira. Entende? É segurar o rabo-de-cavalo com a mão esquerda (no caso de destros) enquanto segura o amarrador com o dorso da mão direita, aberta, colocando estrategicamente por cima da outra mão e, com o auxílio desta, puxar o objeto antes do cabelo se desfazer. Imagina a trança! É só passar a do final para o meio intercalando entre direita e esquerda. Conclusão? Todo o penteado torto. Ufa, explicando assim parece um ensaio, mas é a realidade de uma criança. Assim como um cadarço; o nó que nossos pais fazem só desamarram quando colocamos o pé em cima da ponta. É quase tragicômico ver um pequeno tentando amarrar os tênis! Ele pega as duas pontas do cadarço e fica olhando, dando voltas no ar, enrolando uma corda na outra, sabendo que ou o sapato ou ele caem caso a situação não seja "consertada" o mais cedo possível. Os que ignoram essa realidade são os primeiros a chegarem chorando, depois de terem tropeçado feio, andando com todo o cuidado com o cadarço desamarrado.Eu fico a imaginar, nessas situações, Deus nos olhando. "Filho, como você quer que dê certo se você fez tudo sozinho? Olhe o início: olhe como está atado, olhe como você tem nós ao longo do caminho, acha que isso está parecido com o que eu sei fazer?". Não gente, não falo dEle olhar-nos nas fúteis tentativas pueris; eu falo de quando Ele olha um relacionamento, por exemplo. Como Ele nos olha controlar nossa vida de forma autônoma. Como dar certo se começou errado? Como, se não vem de Deus? Muitos de nós não sabem como começar um relacionamento, como quando era para nós meninas aprendermos a prender o cabelo. Quanto mais proceder.

Eu só fui aprender a fazer tranças no que meus pais chamariam de ginásio, aquele período escolar pós-primário. E mesmo assim, eu fazia tranças frouxas vergonhosas, e pedia a minha mãe para amarrar meu cabelo. Eu falo do ponto de vista feminino, mas para os menininhos que saíam correndo por aí imagino como deveria ser um sufoco ver seu tênis desamarrado e não saber o que fazer. Se correr, cai; se ficar parado, não brinca.

Queremos o belo penteado que nossas mães fazem, queremos os tênis amarrados perfeitamente para seguirmos nossa vida, porém não deixamos os pais fazerem o que tem de ser feito. Puxar o cabelo, manter você parado, segurar o seu pé, segurar a sua cabeça... Naquela ânsia por sair correndo para brincar ou passear com a trança balançando, nós muitas vezes tentamos por nós mesmos fazer o que só eles conseguem. Quremos dar uma "ajuda" a Deus. E Ele deixa você com aquele relacionamento de pura teimosia. Um vexame. Na nossa ótica infantil pode ser que vejamos alguma beleza naquela teia de aranha que virou nosso cabelo, ou nossos relacionamentos. Como um cristão, creio que o Espírito Santo deva incomodar você, como dizendo "está errado, não está certo, não mesmo!".
"E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa". (Eclesiastes 4.12)
A terceira dobra é Jesus. Uma corda fraca, uma trança malfeita ou um cadarço frouxo de nada servem... talvez por algum tempo, mas não permanecem firmes. Nossa vida é um sopro, e sem Ele temos um destino certo nada agradável. Se você deixasse Deus pegar a sua vida e guiar, não teria erro! Dói um pouco quando a mãe faz as tranças, porque ela puxa de tal forma que os fios embaraçados ficam perfeitos quando concluído o penteado. É esquisito você ter alguém mexendo no seu cabelo, sem você ter certeza de como vai ficar, o que está sendo feito... Mas não creio que, como boas crianças que somos, desconfiamos da mão de nossas mães. Na verdade, creio sim! Somos duvidosos, birrentos, armamos choro no ínicio; Porém, quanto antes você deixar mamãe ou papai fazerem o que sabem fazer, melhor para você.

Deus sabe o que faz, e acredito que somos extremamente desconfiados ao entregarmos o controle a Ele. Mas é eternamente pior sem Ele. É um tipo de "lhe entrego em parte, mas eu preciso ver para crer". Tenho mais alguns versículos para compartilhar neste fim de artigo. Espero que sejam de iluminação para você e que o façam pensar, nos façam!
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará." Salmos 37.5

"Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu {próprio} entendimento". Provérbios 3.5
Uma lição que eu mesma estou aprendendo e constantemente renovando. Entregar o caminho é difícil, porque fé é algo que você não vê, não apalpa. E é aí que você honra a Deus, entregando um futuro incerto e confiando que o que Ele tem é o melhor, não por causa da recompensa, mas sim por entender que Ele sabe o que faz, e sua posição como instrumento em suas mãos. É a trança perfeita, o tênis meticulosamente amarrado, o cordão eternamente forte. Haverá momentos em que você pode fraquejar, achar que não aguenta; Mas se é obra de Deus, não subsistirá. Pense nisso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lixo

Aqui em casa temos uma mania horrível: não gostamos de jogar coisas fora. Cinco pessoas, e uma casa grande o suficiente para termos toda sorte de objetos como livros, cadernos, eletrodomésticos, roupas e et cetera. Minha mãe detesta. Eu me livrei desse hábito faz um tempo, porém vez ou outra tenho de averiguar se não guardei algo inútil, como vestimentas ou calçados. Como se não bastasse, os rapazes daqui têm outro tipo de junk ou trash - lixo - , o virtual. Temos um computador para cada e o meu é o mais antigo, cerca de 9 anos. Tenho um HD de 40GB, 30GB ocupado graças ao meu cleaning periódico (se não o fosse, estaria full); enquanto menos da metade da ocupação é minha, o que resta são arquivos, fotos, jogos que eles não tiraram daqui [ainda, pois minha paciência tem limite (in)felizmente], os quais estão ligeiramente intocados há anos - mas por algum motivo não podem ser excluídos por mim.

Lixo material causa sujeira, falta de espaço e é muito mais difícil de organizar uma casa com muitos objetos, mesmo grande. Organizar não é arranjar espaço, é harmonizar o que é útil com o que é agradável, o que é difícil quando há mais inúmeros artigos dos quais você não se utiliza. Uma casa bem decorada é aquela que mantém um ambiente de bem-estar com muita ou mesmo pouca mobília. Lixo virtual causa lerdeza, falta de memória e , para um computador mais antigo, o tempo de acesso aos arquivos é multiplicado. Quando não há espaço em um computador, pelo pouco que entendo, os arquivos se corrompem, ele demora mais para acessar o que é necessário, pode reiniciar quando sufoca e não suporta novos arquivos (quando o limite já está além de excedido). Mas vim compartilhar um terceiro junk, o espiritual.

Uma das razões que leva uma pessoa a se converter é enxergar a si mesma como um grande lixo, um pecador de verdade, e pedir salvação do Único. Não apenas uma arrumaçãozinha, mas um recomeço, substituir um coração de pedra por um coração de carne.
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17)
Antes de continuar, pode ser que você que esteja lendo isto não se ache tão pecador, tão errado, e por isso lhe convido a refletir sobre usa vida e suas atitudes. Seja o que for que sinta, eu sei que você não é perfeito, nem eu. O que eu estou escrevendo é para aqueles que desejam uma vida com uma coisa que muitos não tem: segurança, esperança e mudança.

Continuando, a partir desse momento Deus nos oferece uma casa limpinha, aquelas novas mesmo. Muitos de nós não estão preparados para uma mudança radical, então começam a arrumar as coisas por si mesmos. Talvez o eco de um ambiente vazio cause uma certa nostalgia, daquele sofá "do seu tamanho", daquela televisão bem posicionada, e em vez de pedirmos ao Arquiteto "faça o que tem de ser feito", pedimos a ele como um Decorador "dê uma dica, mas nada que não seja muito longe da minha vontade". Logo, essa que deveria ser uma casa perfeita começa a virar uma verdadeira bagunça. O centro da morada, o qual deveria ser "Cristo", é redecorado para as paredes, e às vezes para fora de casa - um extremo que pode acontecer. De fato, você se emocionou [um dos maiores perigos do Evangelho atual!] com a mudança que Cristo proporciona, mas não se deixou mudar.

O problema é que todos nós somos lixeiros por excelência, e em outros casos trazemos os pecados perdoados e as mágoas antigas para o presente. Falhamos no passado, no presente, e falharemos no futuro, mas não podemos fazer de Deus um mentiroso. Quando Ele diz que perdoou, acredite e receba o perdão. Ficar lembrando o passado sem Cristo é perder um tempo que poderia ser gasto limpando e edificando a nova casa, é falta de confiança na Palavra de Deus.
"Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar". (Miquéias 7.18-19)
Há mais uma desorganização espiritual, comum no meio cristão mais antigo na fé. Eu não encontrei um nome para ela, que funciona assim: você crê de fato que Jesus é Senhor, e o aceitou de coração como Salvador. Isso funciona bem por um bom tempo, você aprendendo com Cristo, com a inspiração do Espírito Santo pela Bíblia, com tudo que Deus coloca no seu coração... Até o momento que começa a criar suas interpretações, suas ideias, seus conceitos. Não tiramos, não conscientemente, Cristo do centro, ficamos duros espiritualmente. São junks, às vezes filosóficos, às vezes sociológicos, de modas e tendências cristãs. "Meu pastor me ensinou assim"; bem-vindo ao mundo, criança! Pode ser que ele tenha se enganado. Isso tudo é confiar no homem, e maldito o homem que confia no homem. "Vida cristã é constante mudança, não uma vacina", como diria Paul Washer. E mais:
"O homem que abre a Bíblia deve ter apenas uma pergunta: qual a sua vontade, Senhor?" - Paul Washer

[UP]: "Arrume seu interior e você ficará arrumado por fora" - Charles Spurgeon (O Melhor de C. H. Spurgeon)
Preciso dizer o que o lixo espiritual causa? Sintomas que vão desde esfriamento na fé, desvio do plano de Deus para sua vida, frustração nas mais diversas áreas controladas por você, e até mesmo morte espiritual. Apenas medite nos momentos que você quis controlar sozinho na sua vida e terá sua resposta.Convido vocês, e eu também, a avaliarmos nosso interior. Ver se não estamos olhando a Bíblia com os olhos da carne, e se não temos uma bagagem de vida cristã tão grande que não é limpa há anos. Não que o que Deus tenha dito pra você há 30 anos atrás seja diferente hoje, de maneira nenhuma! Mas se realmente foi Deus quem disse ou somente é um trash que você carrega consigo até hoje.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Inomidigezuzamein

Prestem um pouquinho de atenção ao título... E verão que essa palavra esquisita é geralmente o fecho de uma oração. É, sabem? Muitos de nós sabem que devem terminar a oração mais ou menos assim, mas não sabem por quê. Outros, ainda, até sabem como se deve orar, mas pela pressa do dia-a-dia evitam orações e se dão a rezas, aquelas ‘orações padrão’, agradecendo rapidinho pelo almoço, agradecendo pelo dia enquanto deitado na cama (a oração mais longa do dia, né? Nem se lembra quando foi dito o amém, geralmente após acordar). E há outros que nem isso.

Eu gosto de conversar com quem amo, mais ainda quando ele está longe de mim. Uma das coisas mais desastrosas em relacionamentos é a falta de comunicação, pois isso gera um amontoado de problemas, que tendem a criar sequelas. Não é terrorismo, mas quando um casal, seja ele casado ou não, evita certos assuntos (não estou me referindo ao momento ou assunto conveniente, mas ao diálogo franco e amigo) ele começa a criar barreiras entre si. Com Deus é o mesmo, apenas que no caso, Deus sabe tudo sobre você, dá muitas coisas sem você sequer pedir. Mas conversar faz parte da relação, e para alguns assuntos a resposta só se dá por meio da oração.
"...antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças". (Filipenses 4.6b)

Você não sabe como orar? Jesus deixou um exemplo de oração na Bíblia quando os discípulos pediram-Lhe “ensina-nos a orar”. A famosa oração do Pai Nosso contém as “dicas” para como se dirigir ao nosso Senhor: Primeiro, a graça de poder chamar Deus de Pai, de sermos filhos; depois, adorar e reconhecer a soberania do Senhor; por último, também podemos pedir pelo espiritual, pela nossa necessidade física e pela misericórdia de Deus, sem esquecer de que temos que praticar nossa fé.

Agora, você que sabe, que tal dar mais valor à oração? É mais do que um simples agradecer-e-pedir-inomidigezusamein, pois se trata da possibilidade de falar diretamente com Deus, o Criador, sem o intermédio de nada nem ninguém a não ser Jesus, que morreu por nós (e em nosso lugar!), tornando-se uma ponte para nosso acesso livre ao Pai.

[Nota: O apóstolo Paulo tem várias exortações à oração em suas cartas; Davi, em seus Salmos, e muitos outros livros. Há 140 versículos contendo a palavra "oração", sem contar suas desambiguações. - Fonte: Bíblia Online.]

sábado, 23 de maio de 2009

Selo "Grandes Pensadores da Blogosfera"

Outro dia entrando no meu blog para moderar os comentários, me deparo com uma homenagem que não é daquelas "de-todo-dia". Ok, não é um Pullitizer de Jornalismo, mas é uma daquelas iniciativas para expansão do Reino, e isso é louvável. Eu agradeço a indicação do irmão Eliseu Antonio Gomes, que me deixou um belo recado no post anterior. Sabe o que é isso? Não é autopublicidade, mas sim uma das coisas mais maravilhosas no corpo de Cristo: a promoção do Cabeça, de Jesus! Por meio desse simples recado/comentário, eu me propus a pesquisar outros blogs que merecem o selo. Isso foi bom pra mim para ser enriquecida pela visão de outros irmãos, que é uma das propostas deste blog [ali do lado ó... "troca de experiências"]
Então, seguindo as regras do jogo, indico outros 5 blogs:

Metanoia Indutiva
Autoria de Joabe Rodrigues, de cujo sou noiva (muito abençoada), que me é um exemplo, um dos primeiros que me incentivou a escrever, meu apoio e crítico da mais valia. Um jovem de 19 anos, paulista que cresceu no Rio de Janeiro, atualmente morando em Londres. Ufa!

O Pensador
Ricardo Inacio Dondoni, autor, seminarista carioca que mora em São Paulo.

Eu Era Legalista e Não Sabia
Primeiramente, eu achei linda a iniciativa do blog. Legalismo é uma coisa séria que ainda afasta muitos de Jesus por acharem que essa vidã cristã são regras e mais regras. Blog escrito por "Blogueiros, Pecadores, Músicos, Designers, Adolescentes, Jovens, Homens, Mulheres, Velhos, Crianças...", se trata de um desafio.

Voltemos ao Evangelho
[Faço do título do blog minhas palavras.] Um blog com conteúdo 100% cristão tapa-na-cara.

[Falta um, atualizo mais tarde]
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Para receber e usar o selo, cabe aos homenageados o seguinte:
1. Escolher cinco blogs com perfil cristão que condigam com a filosofia da premiação;
2. Deixar os homenageados cientes do prêmio por meio de postagem em seus blogs;
3. Criar uma postagem referente ao prêmio;
4. Citar o blog que o premiou, com link direcionado a ele;
5. Manter o link do selo direcionando para o este post;
6. Apresentar os blogs homenageados.

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" - I Coríntios 9.16